Relato - Parte 1 - Aeroporto

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Relato - Parte 1 - Aeroporto

Mensagem por letticia.caruso em Sab Abr 21, 2012 2:59 pm

Dia 09/09

Saímos, meu filho (8 anos) e eu, de São Paulo às 17hrs 55min num voo ultra confortável da TAM e fizemos escala de 3 horas e 20 minutos no Rio de Janeiro. De lá, embarcamos às 22hrs 25min para Charlotte, num voo da US Airways.

No momento do embarque, uma família (pai, mãe, duas gêmeas de uns 10/11 anos e um garoto de uns 16/17 anos) arrumou a maior confusão, porque não havia assentos próximos para que todos se sentassem juntos. Eles tinham 2 e 3 assentos; a solução era bem simples, mas a mulher berrava a plenos pulmões que não deixaria o avião sair se não arrumassem assentos próximos. As crianças eram grandinhas e, na minha opinião, o escândalo foi desnecessário, já que os pais podiam se dividir, sem que fosse preciso as crianças viajarem sozinhas. O clima ficou tão ruim, as comissárias já não sabiam mais o que fazer, já estavam ameaçando chamar a segurança, quando uma outra família resolveu se dividir e ceder o lugar para os escandalosos. Demos um azar danado, porque as chatinhas das gêmeas sentaram atrás da gente e ficaram o voo inteiro levantando e puxando nossos assentos pra trás. Não me deixaram pregar o olho. Meu filho acordava toda hora assustado com os puxões delas.

Depois de resolvido o problema com a tal família, ficamos um tempão na pista, esperando nossa vez de voar. A fila de aeronaves era imensa e nosso voo atrasou bastante (mais de 40 minutos). Meu filho não se aguentava de ansiedade e teve até uma crise de choro, dizendo que ia sentir saudades do Brasil (a demora para a decolagem deu tempo suficiente pra ele pensar em milhões de coisas e acabou acontecendo isso... rs). Mas quando anunciaram que tínhamos autorização para decolagem, o ânimo voltou rapidinho e, antes mesmo de servirem o jantar, ele já estava dormindo. Foi um custo acordá-lo para comer, mas como ele tinha almoçado um miojo às 11hrs da manhã, achei que era melhor insistir. Ele comeu bem, um macarrãozinho com queijo bem razoável (eu não tinha pedido refeição infantil pra ele, porque confesso que nem sabia que existia essa opção) e logo voltou a dormir (até ser acordado pelas gêmeas que não paravam quietas).
De manhã serviram um café da manhã bem “comível” também.

Nosso voo deveria chegar em Charlotte às 7hrs 25min, mas por conta do atraso na decolagem, chegamos por volta de 8hrs 30 min em CLT e foi aí que a correria começou.
Seguimos para a Imigração. Uma fila enooooorme; muita gente na nossa frente. Nosso voo para Orlando sairia em pouco mais de 1 hora. O aeroporto de Charlotte é relativamente pequeno e naquele momento, poucos oficiais estavam entrevistando. Acho que eram 3 ou 4, no máximo. Quando chegou a nossa vez, passamos sem problemas nenhum pela Imigração. O oficial me pediu as passagens de retorno e a reserva de hotel, perguntou o que eu fazia no Brasil, quantos dias ficaríamos, quantas vezes eu já tinha ido ao EUA antes e pra onde nós iríamos.

Tudo ok, finalmente havíamos sido admitidos nos EUA... rs!

Nossas 3 malas já estavam fora da esteira quando chegamos. Recolhemos as malas e saímos correndo. A cena era patética: eu correndo pelo aeroporto puxando 3 malas – não me perguntem como – e de olho pra controlar se meu filho estava me acompanhando na corrida. “Vem Lucca, corre, corre!” E o coitado esbaforido, correndo atrás de mim! No meio do caminho, puts, a alça da minha bolsa arrebenta e vai tudo pro chão. Abaixo, recolho tudo e volto a correr, dessa vez com meu filho arrastando minha bolsa pela chão, pela alça arrebentada.

Finalmente, passamos pela Alfândega (entregamos o formulário azul) e seguimos para a área de redespacho. O encarregado da cia que estava lá no momento olhou a etiqueta na minha bagagem e disse: “Mam, if you wanna catch that flight, you have to run” (Senhora, se vocês querem embarcar naquele voo, vocês têm que correr”).
Desespero total! Peguei a mão do meu filho e corri com ele até o portão de embarque, minha bolsa sendo arrastada atrás da gente. Grande parte do avião já estava ocupado; chegamos poucos minutinhos antes do horário previsto de decolagem; mas eu sabia que tinha ficado gente atrás de mim na fila de Imigracão.

No final das contas, mais atraso, porque, por conta da demora na Imigracão, eles resolveram esperar pelas pessoas que haviam chegado no mesmo voo que a gente e que embarcariam naquele avião. Acredito que todo mundo tenha conseguido embarcar. O que eu sei é que fomos os últimos a entrar antes do voo estar oficialmente atrasado. Os demais foram retardatários... rs!

Quando finalmente decolamos para Orlando, já estávamos exaustos da viagem (22hrs em trânsito internacional)! Hehe! Chegamos em MCO, pegamos as malas (todas com o zíper arrebentado – talvez na esteira, no carregamento; não sei... mas não era nada que sugerisse arrombamento).
Seguimos para o balcão da Álamo. A atendente tentou me empurrar mil coisas na hora de imprimir o contrato, mas eu recusei tudo. Ela insistiu muito em algumas coisas, mas eu estava preparada pra recusar tudo.
Fomos até a garagem da Álamo e meu filho escolheu um compacto vermelhaço (colocamos 4 malas grandes na volta e mais 2 pequenas. Rebatemos dois bancos traseiros e coube tudo direitinho), que eu achei ótimo, porque era super fácil de localizar nos estacionamentos.

Aí, bateu o desespero! O GPS que eu levei do Brasil não funcionava. Aparecia uma mensagem de que os mapas não eram conectados e que, portanto, não era possível calcular a rota até o escritório do Ronaldo, onde eu tinha que pegar as entradas pros parques. Pânico! Total! Desci do carro e fui atrás de alguém que pudesse me ajudar. Eu parava todo mundo que passava na garagem, explicava o problema e perguntava se sabiam o que podia estar acontecendo. Conversei com uma meia dúzia de pessoas até que um GÊNIO me expicou que na garagem não tinha sinal e que, por causa disso, a última localizacão válida registrada no GPS era um local no Brasil, por isso ele não conseguia traçar a rota. Ufa! Que alívio! Era só eu sair da garagem, que o GPS funcionaria. A partir daí, minha gente, só alegria. Nenhum perrengue mais!

Segui para o escritório da OTO, peguei todos os tickets e fui fazer check-in no nosso hotel: Residence Inn International Drive, super pertinho do Ronaldo. Chegando no quarto, tinha uma pilha de encomendas de compras online. Estava tudo lá me esperando. Não me cobraram nada e não tinha nada faltando.
Abrimos as compras, as malas, tomamos banho e fomos para o Walmart, comprar as coisas pra deixar no hotel, que tem cozinha completa. De volta ao hotel, jantamos e capotamos, porque no dia seguinte teria Chef Mickey's e Magic Kingdom.

Acho que por hoje chega. Escrevi demais! Depois conto os outros dias. Espero que alguém leia... rs

letticia.caruso

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Re: Relato - Parte 1 - Aeroporto

Mensagem por gili em Dom Abr 22, 2012 10:00 pm

Cheguei a ficar ofegante com tanta correria... na hora é perrengue, mas depois ficamos rindo quando lembramos dessas situações!!!

vlw

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Bruno Gili

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